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Os estudantes da medicina da UFSC boicotaram a prova do ENADE. Veja o texto abaixo e entenda melhor abaixo os motivos desse boicote!

17 novembro 2011 ~ 18 Comments

UM! Essa é a nota que os estudantes de medicina da UFSC deram para o ENADE e para a política de Educação do Governo Federal.

Adesivo Elefante 2

A cada três anos os estudantes dos cursos de ensino superior da saúde são obrigados a realizar o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), uma prova de fase única, de 30 questões, que está inserida no Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (SINAES).

Acreditamos que é sim responsabilidade do Estado avaliar a qualidade do ensino superior com o objetivo de aferir a qualidade do profissional que está sendo formado, para proteger a sociedade dos maus profissionais e instrumentalizar as melhorias dos cursos. Porém, é também responsabilidade do Estado a garantia da qualidade deste ensino, papel que esse modelo de avaliação do governo federal não cumpre.

Ao atribuir uma nota de 1 a 5 para os estudantes e designar uma nota para cada curso a partir da média dessas notas o ENADE assume um caráter ranqueador, que somente serve como propaganda para o mercado, gerando inclusive situações bizarras, como a criação de cursinhos pré-ENADE em diversas escolas.
Ao focar-se apenas no estudante, que é o centro desta avaliação e é tido como “produto” do ensino, o ENADE é uma avaliação extremamente incompleta, na medida em que não avalia a estrutura da universidade, ou mesmo a qualidade das aulas ou dos docentes, culpabilizando apenas o estudante pela nota atribuída ao seu curso. Assim o ENADE não reflete as reais condições pelas quais as instituições estão passando, mascarando muitas vezes os problemas e a situação precária de funcionamento de vários cursos quando os estudantes obtêm uma boa nota na prova.

Será que o nosso curso merecia mesmo uma nota máxima no ENADE? Convidamos você pra relembrar de todas as dificuldades que já passou, desde o começo do curso. Não foram poucas hein? Um ano sem aulas práticas de anatomia (pela condição insalubre do anatômico), o déficit crônico de professores (que acarretou, por exemplo, na não realização das aulas de reumatologia da atual oitava fase), a falta de coordenador de fase na sétima, aulas práticas lotadas de alunos (sendo prejudicial tanto para o ensino, quanto pro paciente), uma estrutura administrativa extremamente limitada em nosso curso (que dificulta muito o trabalho da coordenação), falta de salas de aula (ou salas que não comportam o número de alunos), falta de planos de ensino em várias disciplinas e no internato, falta de preceptoria para os internos… E com certeza você poderia preencher mais algumas linhas. Sem falar nas dificuldades que nossos professores enfrentam diariamente, que vão desde os salários muito aquém do merecido por eles, até as condições de estrutura física muito limitada.
E daí vamos lá, com todo o nosso esforço, diante de todas essas dificuldades, e tiramos uma nota 5 no ENADE…que recado a gente dá?
Que o nosso curso está perfeito. Que não precisamos mudar nada e que o Governo Federal está fazendo um bom trabalho.

NÃO!!!

Os estudantes de Medicina da UFSC resolveram dizer que não querem migalhas, que exigem melhorias no curso e que não estão satisfeitos! E esse é um grito da nossa população também!

Essa nota do ENADE não é a nota dos nossos estudantes, professores e servidores. É a nota que nós estamos dando, através do boicote, para as políticas de educação do Governo Federal.

Entendemos a avaliação como um componente fundamental para a melhoria da qualidade do ensino e por isso defendemos iniciativas como o Teste de Progresso: uma proposta de avaliação externa não ranqueadora, que avalia os estudantes longitudinalmente, que pressupõe a possibilidade de interferir no processo de formação e que na última edição os estudantes de medicina da UFSC foram muito bem avaliados; além de construirmos anualmente uma proposta de avaliação interna, que é o Seminário de Avaliação do Currículo Integrado.
Reivindicamos um verdadeiro compromisso do Estado quanto à atual abertura nada criteriosa e irresponsável das faculdades de Medicina e Instituições de Ensino Superior de modo geral, cuja formação acadêmica é altamente questionável e para as quais o governo federal quer impor o ENADE como única forma de fiscalização
Portanto, o CALIMED vem através desta carta aberta deixar o recado dado por nós com o ato político do boicote ao ENADE realizado no ano de 2010, demonstrando o descontentamento dos nosso estudantes e reivindicar uma avaliação institucional de qualidade e transformadora, além de mais financiamento para a Educação e para a Saúde!

Por uma avaliação de qualidade!

Centro Acadêmico Livre de Medicina

27 setembro 2011 ~ 0 Comments

As OSs são deficitárias

por Francisco Júnior, farmacêutico, integrante do Conselho Nacional de Saúde, que presidiu de novembro de 2006 a fevereiro de 2011

Car@s.

Em matéria muito boa sobre a regulamentação da EC 29, divulgada na Carta Capital que está nas bancas, a revista publica um quadro com informações das mais relevantes. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo afirma que, estudo realizado aponta o modelo de Organização Social como sendo “mais caro que o sistema da administração direta e apresenta alguns efeitos negativos na qualidade dos serviços”.OSs

Continua a matéria: “É o que demonstra um estudo produzido pelo Tribunal de Contas do Estado(TCE) de São Paulo, que compara os dois métodos de administração. Apesar dos pontos negativos, o modelo será adotado no Rio de Janeiro. O sistema foi aprovado na têrça feira pela Assembléia Legislativa Fluminense”.

“O estudo do TCE paulista do conselheiro Renato Martins Costa, compara seis hospitais estaduais semelhantes no espectro dos dois modelos diderentes, ou seja, geridos por OSs e pela administração direta do gover no. O relatório não partiu de uma auditoria nem teve como meta definir qual o melhor modelo, mas apenas avaliar a situação paulista. As conclusões, porém, são relevantes”.

“Fica claro, por exemplo, que os custos das OSs são mais altos, os doentes ficam mais tempo sozinhos nos leitos, a taxa de mortalidade geral é maior e que há uma ampliação da desigualdade salarial entre os trabalhadores. Enquanto os chefes ganham acima da média, os escalões inferiores recebem menos que seus pares dos hospitais geridos pelo estado”.

“Para ter uma idéia, do ponto de vista do resultado econômico, os hospitais analisados custam 60 milhões de reais a mais nas OSs do que nas gestões diretas – uma variação de 38,52 % de menor eficácia. Outro exemplo significativo: o custo do leito por ano nas OSs foi 17,6 % maior que nos hospitais da administração pública. Ainda com relação ao custo, um estudo complementar feito pela bancada do PT na Assembléia L egislativa de São Paulo mostra que nos primeiros quatro meses de 2011 o déficit das OSs chegou a 15 milhões de reais. Dos 21 hospitais de OSs paulistas, nove tiveram déficits de até 43 %. Alguns deles, inclusive, podem chegar à falência, como os de Pedreira, Grajaú e Itapeví, de acordo com esse estudo”.

“Também foram identificadas reduções nas quantidades de atendimentos públicos. ‘ A falta de controle social alimenta o rombo que as OSs provocam nos cofres do estado. além de precarizar o atendimento à população’, avalia o estudo da bancada”.

No meu entender, são informações devastadoras. Nunca imaginamos que seria diferente disso, muito pelo contrário. Sempre denunciamos. Faltavam informações que nos dessem todo o suporte para o nosso discurso. Proponho que o referido relatório seja buscado no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que seja enviado para todos os Ministros do Supremo tribunal Federal e para os de putados do PT do Rio de Janeiro que votaram a favor do projeto das OSs naquele estado.

Vou propor que o Conselho Nacional de Saúde solicite oficialmente o referido relatório junto ao TCE de São Paulo.

AbraSUS.

Júnior.

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Carta Capital nº 664 – Por Soraya Aggege.

A gestão da saúde pública por organizações sociais (OSs), adotada pelo governo paulista e que tem servido de modelo para outros estados, pode custar mais caro que o sistema da administração direta e apresenta alguns efeitos negativos na qualidade dos serviços. É o que demonstra um estudo produzido pelo Tribunal de Constas do Estado (TCE) de São Paulo, que compara os dois métodos de administração. Apesar dos pontos negativos , o modelo ser adotado no Rio de Janeiro. O sistema foi aprovado na terça-feira 123 pela Assembléia Legislativa fluminense.

O estudo do TCE paulista, do conselheiro Renato Martins Costa, compara seis hospitais estaduais semelhantes nos espectro dos dois modelos diferentes, ou seja, geridos por OSs e pela administração direta do governo. O relatório não partiu de uma auditoria nem teve como meta definir qual o melhor modelo, mas apenas avaliar a situação paulista. As conclusões, porém, são relevantes. Fica claro, por exemplo, que os custos das OSs são mais altos, os doentes ficam mais tempo sozinhos nos leitos, a taxa de mortalidade geral é maior e que há uma ampliação da desigualdade salarial entre os trabalhadores. Enquanto os chefes ganham acima da média, os escalões inferiores recebem menos que seus pares dos hospitais geridos pelo estado.

Para ter uma idéia, do ponto de vista do resultado econômico, os hospitais analisados custam 60 milhões de reais a mais nas OSs do que nas gestões diretas – uma variação de 38,52% de menor eficácia. Outro exemplo significativo: o custo do leito por ano nas OSs foi 17,6% maior do que nos hospitais da administração pública.

Ainda com relação ao custo, um estudo complementar feito pela bancada do PT da Assembléia Legislativa de São Paulo mostra que nos primeiros quatro meses de 2011 o déficit das OSs chegou a 15 milhões de reais. Dos 21 hospitais de OSs paulistas, nove tiveram déficits de até 43%. Alguns deles, inclusive, podem chegar à falência, como os de Pedreira, Grajaú e Itapevi, de acordo com esse estudo. Também foram identificadas reduções nas quantidades de atendimentos públicos. “A falta de controle social alimenta o rombo que as OSs provocam nos cofres do estado, além de precarizar o atendimento à população”, avalia o estudo da bancada.

Fonte: Blog Saúde com Dilma

23 agosto 2011 ~ 1 Comment

Empresa para gerir hospitais universitários novamente em discussão no Congresso

Proposta garante a nova empresa que atue no mercado financeiro. Críticos afirmam que o modelo prejudica o ensino e o atendimento à população, mas emendas tentam suavizar o projeto.

Por Raquel Júnia – Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz)


São apenas duas palavrinhas: ‘sociedade anônima’. Entretanto, a pequena expressão pode resultar em grandes mudanças para os hospitais universitários. Em tramitação novamente no congresso, uma proposta pretende criar a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S.A (EBSERH), uma empresa pública sob a forma de sociedade anônima, com personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio, vinculada ao Ministério de Educação (MEC).  O PL 1749/2011, que cria a empresa, garante que a EBSERH terá por finalidade a prestação de serviços gratuitos de assistência à comunidade, bem como de apoio ao ensino, pesquisa e extensão às instituições públicas federais de ensino. No entanto, de acordo com a lei 6.404/1976, ser uma sociedade anônima significa que o capital da empresa será dividido em ações, o que, por conseguinte, determina a possibilidade de negociação da empresa nas bolsas de valores.

Para professores e trabalhadores das universidades públicas, isso significa risco à autonomia universitária, possibilidade de piora no atendimento à população com privatização de leitos e poucas garantias para os trabalhadores. Esta é a opinião, por exemplo, do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e da Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra). Por outro lado, o governo argumenta que essa é a melhor forma de resolver o problema dos milhares de trabalhadores com vínculos precários que atuam hoje nos hospitais. O PL recebeu nove emendas, que começam a ser debatidas na Câmara. Algumas delas tentam restringir a atuação da empresa.

De acordo com a justificativa do governo apresentada ao projeto, redigida pelos ministros Miriam Belchior (Planejamento) e Fernando Haddad (Educação), a empresa terá capital integralmente de propriedade da União. Entretanto, para a professora Sônia Lúcio, do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), pelo fato de ser uma sociedade anônima, a empresa pode começar pública, mas terminar privatizada. “Isso significa que essa empresa se constitui com financiamento público, mas que, com este financiamento, ela pode transacionar ações no mercado que serão compradas por quem puder comprar e gerir. Ou seja: num primeiro momento ela se constitui com investimento público e, portanto, como empresa pública, mas se lhe é assegurado transacionar ações no mercado, poderá ter suas ações compradas, por exemplo, por seguradoras privadas que ditarão as prioridades da assistência e de pesquisa. Assim, todo o trabalho dos hospitais universitários será subordinado aos interesses privados e do lucro”, alerta.

A professora aponta com uma consequencia disso a piora no atendimento à população. “A população sentirá os efeitos dessa mudança à medida que começar a ser atendida pela segunda porta dos hospitais e quando for possível. Isso é o que tem nos preocupado profundamente, porque a população que é majoritariamente hoje atendida pelo SUS nos hospitais universitários, será atendida apenas quando der”, afirma. Sônia lembra que a dupla porta de entrada, ou seja, o estabelecimento de dois tipos de atendimento diferenciados nos hospitais universitários – um para o usuário que paga pelo serviço e outro para os usuários do SUS, já existe. Entretanto, a situação se agrava com a empresa. “Com a criação da via da lei, se essa dupla porta de entrada já acontece hoje de uma forma informal, isso passa a ser assegurado juridicamente”, acrescenta.

A professora da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sara Granemann, também considera o formato grave. Sara explica que a EBSERH pode passar a atuar no mesmo formato de uma empresa como a Petrobras. “A Petrobras, para o público em geral, é um sucesso, é uma empresa lucrativa. Mas trata-se de uma lucratividade que não é inteiramente do Estado. Essa situação numa área como a saúde pode ser uma catástrofe. Essa medida é uma enorme oportunidade de expansão dos lucros privados. E isso coloca em risco os hospitais universitários que são a parte mais desenvolvida do conjunto da saúde pública, em termos de inteligência da área da saúde pública, de pesquisas, de qualificação de profissionais. A Petrobras, mesmo sendo uma empresa pública, tem problemas sérios de precarização de trabalhadores”, detalha.

Para a Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação nas Universidades Brasileiras (Fasubra), a proposta prejudica ainda mais os hospitais universitários e os trabalhadores. O coordenador de políticas sociais e de gênero da Fasubra, Antônio Donizetti da Silva, ressalta que mesmo que o governo fique com a maior parte das ações da empresa, isso não assegura a autonomia da gestão dos hospitais. “Mesmo que o governo argumente que 51% do capital aberto será dele, portanto a maioria das ações, e o restante é que ficaria nas mãos dos acionistas, é muito complicado. Porque se 49% do capital da empresa for privado, sabemos que esse setor terá peso para ditar as regras. Nós sabemos inclusive que essa participação do Estado com 51% coloca a responsabilidade por todo o investimento e todas as dívidas nas mãos do estado. Então, não é verdade que haverá controle”, opina.

Emendas

No primeiro semestre deste ano, o governo já havia apresentado a mesma proposta por meio de uma medida provisória, a MP 520, que chegou a ser aprovada na Câmara dos Deputados. Mas como a MP não foi apreciada no tempo necessário, ela perdeu a validade quando tramitava no Senado. Agora, o PL 1749/2011 está tramitando em regime de urgência, o que significa que, caso não seja apreciado, passa a trancar a pauta de votações da Casa a partir do dia 1º de setembro. A deputada federal Alice Portugal (PCdoB/BA), uma das poucas vozes críticas ao projeto no Congresso, foi autora de três das emendas ao PL. As emendas da deputada tentam diminuir a interferência da empresa nos hospitais universitários. Alice propõe a modificação da finalidade da empresa, que em vez de prestar diretamente os serviços de saúde à população, passaria apenas a apoiar as instituições federais na prestação desses serviços. “Essa emenda tem a finalidade de reduzir o dano que esse projeto de lei, antes medida provisória, causa à estrutura pública dos hospitais universitários brasileiros. Os hospitais universitários são o maior celeiro de quadros na área da saúde de todo o país. Mais de 90% das pesquisas nessa área são ou da Fiocruz [Fundação Oswaldo Cruz] ou das estruturas de pesquisa dos hospitais universitários. A proposta da empresa é estabelecer um intermediário para a administração do recurso público, mas as universidades têm qualificação nas suas escolas de saúde, de administração hospitalar em todo os país, têm condições suficientes para colocar técnicos para a administração destes hospitais. A emenda vem, então, no sentido da redução de danos porque não temos correlação de forças para derrotar a matéria”, explica.

Da forma proposta pela deputada, apresentada também em outra emenda de mesma autoria que exclui da atuação da EBSERH a administração dos hospitais, a empresa passará a gerir apenas os contratos dos trabalhadores e também a cuidar, por exemplo, da compra de insumos hospitalares. “Dessa forma, como uma empresa de apoio, nós poderíamos resolver o problema dos terceirizados, que estão sob a mira do Tribunal de Contas da União para uma possível demissão. Os hospitais hoje precisam dessa mão de obra porque não há possibilidade de realização de concurso de tamanho suficiente para suprir as necessidades dos hospitais e essa empresa serviria também para mediar ações de compras de insumos, facilitando a administração, papel que hoje é realizado de maneira ilegal pelas fundações. Então, haveria esse apoio administrativo, mas a administração continuaria a ser pública e ligada à instituição universitária”, assegura. Alice Portugal entende, entretanto, que mesmo com a emenda aceita, permanece o dano à estrutura pública. “Quando a proposta foi apresentada na medida provisória, eu fui quase voz única, acabamos mobilizando na Câmara um total de cento e poucos deputados, mas perdemos. Então, é apenas uma atitude de redução de dano porque, lamentavelmente, o governo que tem trazido tantos ganhos, nesse momento oferece um projeto que descarta os hospitais universitários. O ideal seria rejeitar totalmente a matéria”, diz. A deputada acrescenta que os hospitais têm um foco que é ao mesmo tempo assistencial e educacional, situação que será “inevitavelmente modificada” com a Empresa.

Solução para precarização dos trabalhadores?

De acordo com dados do MEC, 26.556 mil funcionários dos 45 hospitais universitários federais são terceirizados com contratos diversos, de um total de mais de 70 mil trabalhadores dessas unidades. Muitos contratos são irregulares e por isso, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou em 2006 que o governo teria quatro anos para resolver o problema. A solução encontrada foi a criação da Empresa, já no final do prazo dado pelo TCU. “O formato de empresa pública possibilitará a contratação, via concurso, de profissionais sob regime celetista e o estabelecimento de um regime de remuneração e de gestão de pessoal compatível com a realidade do setor. Esta é, inclusive, uma componente fundamental do projeto para permitir a gestão com a autonomia e flexibilidade necessárias à prestação de serviços hospitalares”, assegura o governo federal na justificativa do projeto encaminhada ao Congresso.

Sônia Lucio não acredita que a empresa resolva o problema. “De acordo com a saída apontada, os trabalhadores continuam sem o vínculo empregatício que lhes garanta estabilidade no emprego e, portanto, sem a possibilidade de garantir a continuidade de um projeto de trabalho de longa duração. Nós defendemos a estabilidade no serviço público com base no compromisso do atendimento de qualidade à população usuária. Um plano de trabalho voltado para os interesses da imensa maioria da população brasileira não pode estar atrelado aos interesses de governos ou do empresariado, ao contrário, deve estar vinculado a uma perspectiva pública e universalizante e, portanto, garantido pelo Estado. Por isso, do nosso ponto de vista, o que pode favorecer esta proposta de universidade e de hospital universitário é o aumento do financiamento, a ampliação de vagas e a realização de concurso público”, reforça.

A opinião é compartilhada por Sara Granemann, que acrescenta que a medida também resulta em uma tentativa de desorganização dos trabalhadores. “A medida organiza o problema e institucionaliza a forma de precarização via terceirizações. Isso é, na verdade, um ataque à força de trabalho, que continuará precarizada e mais contida nas lutas, justamente por conta da instabilidade. Mas aí podem dizer: ‘Os hospitais privados já trabalham assim’. Mas os hospitais privados não podem ser a nossa referência. É só perguntar para os trabalhadores como é o trabalho nos hospitais privados”, diz.

O PL garante também que a nova empresa poderá criar entidade fechada de previdência privada para os trabalhadores, ou então aderir a entidades de previdência já existentes, a exemplo dos fundos de pensão Petros, dos trabalhadores da Petrobras ou o Previ, dos funcionários do Banco do Brasil. Para Sara, este é mais um dos problemas da proposta. “A previdência complementar transfere o risco das aposentadorias para os trabalhadores. É importante lembrar que a previdência privada investe em ações em bolsas de valores a partir da renúncia dos trabalhadores de parte de seu próprio salário. E os planos de previdência vão comprar ações das empresas mais lucrativas. Sabemos que as empresas que dão mais lucro são as que mais exploram os trabalhadores. Então, é uma situação na qual os recursos dos trabalhadores estão potencializando a exploração de outros trabalhadores”, define.

Soluções

Tanto no projeto de lei, quanto na justificativa enviada ao Congresso, o governo insiste que a Empresa não ferirá a autonomia universitária, uma vez que a universidade é que decidirá se fará ou não o contrato com a EBSERH. Entretanto, para a deputada Alice Portugal, com a aprovação do projeto, o poder de decisão da universidade sobre os rumos dos hospitais universitários ficará seriamente comprometido. “A autonomia universitária está ferida de morte, porque os hospitais deixarão de ter vinculação com a vida universitária, sua direção será feita por essa empresa, o seu conselho diretivo passa a ser um conselho que não tem os vínculos com os colegiados dos cursos. Temos que entender que a universidade só terá poder de mando nos hospitais universitários se eles continuarem sendo órgãos dessas instituições, com representação nos seus conselhos superiores, com seus dirigentes eleitos por sua comunidade, pela via da democracia universitária. Do contrário, estaremos de fato entregando o orçamento da estrutura pública para o seguimento privado administrá-la e tirar lucro da maneira que quiser”, aponta.

Alice sustenta que a medida, na realidade, é uma proposta de privatização. A deputada faz um chamado a todos os trabalhadores da saúde a unirem-se e tentarem barrar a proposta. “Meu apelo a todos os profissionais de saúde é para que se mobilizem para influenciar os deputados de seus estados a votarem contra essa matéria, para que os hospitais continuem sob a direção das universidades federais brasileiras”.

Sara Granemann explica como, na sua opinião, os últimos governos têm agido para colocar em prática propostas de privatização. “Não é uma privatização explícita. Não é a venda direta na bolsa de valores, mas é colocado em prática um mecanismo de privatização mais sofisticado e o mais utilizado agora nessa era dos monopólios. É um mecanismo mais difícil de compreender e é o mesmo das Organizações Sociais, Oscips, Fundações Estatais de Direito Privado, de forma a ocultar a essência da privatização. Só que a empresa é ainda mais grave”, comenta.

Para a professora, a única solução aceitável para resolver o problema dos hospitais universitários é a realização de concursos públicos. “Do modo como está se encaminhando por essa empresa, com as políticas sociais tendo que fazer o superávit fiscal, claramente está se definindo a natureza do Estado brasileiro. É o fundo público a serviço do capital e não das classes trabalhadoras de todo o país. A natureza de classe do Estado em cada ato desse está clareada. É o Estado máximo para o capital e mínimo para o trabalho. A única solução aceitável por nós trabalhadores é o concurso público para o provimento dessas vagas, que é absolutamente contrário ao que o governo está fazendo”, reforça.

O Ministério da Educação foi procurado pela EPSJV/Fiocruz para comentar sobre o PL e as emendas propostas pela deputada Alice Portugal, entretanto, a assessoria de imprensa do órgão respondeu que no momento o Ministério não iria se pronunciar.

Fonte: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz

08 agosto 2011 ~ 0 Comments

Por medo, pacientes fazem exames demais e descobrem falsas doenças

Médicos alertam para os riscos da prevenção em excesso e de diagnósticos errados

Exame de sangue, urina, teste ergométrico, mamografia, PSA (para câncer de próstata), biópsias. Para cuidar da saúde hoje, a medicina possui uma série de recursos à disposição. Mas a preocupação com a saúde, aliada à tecnologia, está criando outro problema: a prevenção em excesso.

Médicos consultados pelo R7 alertam que, por medo de terem alguma doença ou por incentivo dos profissionais de saúde, pacientes fazem exames demais e acabam descobrindo doenças e problemas que não possuem. Mas até chegarem ao diagnóstico certo, essas pessoas já passaram por cirurgias e até tratamentos desnecessários.

De acordo com o médico Gustavo Gusso, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, os pacientes precisam saber que os exames não são 100% precisos, mas foram criados para detectar problemas. Por isso são mais eficazes quando usados na população certa, ou seja, quando existe uma suspeita.

- Se você faz o exame em uma população sem problema, o exame é ineficaz. Não que o exame seja ruim, mas ele dá errado quando é usado da maneira incorreta.

O risco de se fazer um exame desnecessário são as consequências que o resultado desse teste vai trazer, afirma Gusso.

- Pode ter falso positivo, pode dar o resultado não esperado, e isso não é raro acontecer. Daí a pessoa faz a biópsia e descobre que não era nada. Ela fica aliviada, num primeiro momento, mas depois percebe que passou por estresse, preocupação desnecessária e enfrentou o estigma de estar com uma doença. Só que, em geral, pecar por excesso é mais perigoso do que não fazer nada.

Um dos erros mais comuns dos testes são os chamados falsos positivos: quando a pessoa não possui a doença, mas o exame indica que sim. Nesse caso, um resultado errado leva a uma série de outros testes.

Segundo o patologista Fernando Augusto Soares, diretor de Anatomia Patológica do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo, especializado em câncer, não é incomum encontrar casos de falsos positivos. Soares afirma que toda semana há pelo menos um caso de paciente diagnosticado com câncer, mas que, na verdade, não tem a doença. Isso ocorre quando o hospital recebe um novo paciente já diagnosticado, mas decide rever o diagnóstico antes de iniciar o tratamento.

No Brasil, não existe um levantamento sobre quantas pessoas morreram ou se prejudicaram por causa de ações dos médicos. Mas, para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, um estudo realizado pela médica Barbara Starfield, da Faculdade Johns Hopkins de Higiene e Saúde Pública, e publicado na revista científica Journal of The American Medical Association, mostrou que a atividade médica é a terceira causa de morte no país. Isso inclui erros médicos, cirurgias desnecessárias, reações a medicamentos, entre outras razões. A atividade médica fica atrás apenas de doenças cardíacas e infarto.

Culpa dos médicos x paranoia

Para o clínico médico Claudio Miguel Ruffino, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o principal culpado desse exagero de exames é a própria classe médica, “que se esqueceu da relação entre o médico e paciente”.

Ruffino afirma que a principal forma de se fazer um diagnóstico não é por meio de exames, mas a partir da anamnese – a entrevista que o médico faz com o paciente. É nesse teste que se descobrem o estilo de vida de cada pessoa e os sinais e sintomas de uma provável doença.

- Todo mundo tem que fazer teste ergométrico, por exemplo? Não necessariamente. A prevenção é algo mais individualizado, não em massa. Precisa de uma queixa, uma suspeita, para indicar um exame.

Ruffino aponta outro problema: ao não lidarem de uma forma mais individual com cada paciente, os médicos acabam dependendo exclusivamente dos exames para fazer o diagnóstico.

- O exame é para confirmar um diagnóstico já feito, é para confirmar o exame clínico. Ele não é esclarecedor de tudo. Quando bem solicitado, ele dá muitos parâmetros, ele soma a outros dados clínicos. Mas em excesso, como é feito hoje, prejudica muitas pessoas.

Para Gusso, esse exagero “faz parte da paranoia da vida eterna que a saúde e a medicina compraram”.

- Fala-se muito em prevenção, check-ups, e as pessoas passaram a acreditar que fazer uma série de exames pode ajudar. Mas a prevenção está se tornando uma indústria no país.

Segundo o médico, a população precisa aprender que a melhor forma de prevenção não são os exames, mas, sim, “fazer exercícios, comer bem, não fumar e não beber”. Além disso, ele diz que detectar uma doença e tratá-la nem sempre é o caminho mais indicado a seguir.

- Se você ficar fissurado com próstata ou mama, você acaba morrendo de infarto. E se chegar aos 80 anos e descobrir um câncer de mama, ótimo. Tem que comemorar porque chegou aos 80. As pessoas precisam aceitar que vão morrer de alguma coisa.

Fonte: R7 Notícias

15 julho 2011 ~ 1 Comment

41º ECEM, Palestra da Virgínia Fontes e Crise do Capitalismo

Mais um Encontro Científico dos Estudantes de Medicina (ECEM) se aproxima e amanhã (16/07), de madrugadinha, estamos saindoLogo do 41º ECEM Uberlândia com o ônibus daqui de Florianópolis – SC rumo a Uberlândia – MG. Neste ano o ECEM, maior fórum deliberativo e de debates da DENEM, que reúne estudantes de medicina de todas as partes do Brasil, está em sua 41º edição e será sediado pelo DADU, diretório acadêmico do curso de medicina da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

O tema do 41º ECEM é “Saúde: Direito ou Mercadoria?” e, pensando sobre este tema, resgato abaixo uma palestra da historiadora Virgínia Fontes, no último Congresso Brasileiro dos Estudantes de Medicina (COBREM), que aconteceu no início do ano em Maceió – AL e foi sediado pelo CASH da UFAL. A mesa tinha como tema “Saúde é um Direito Nosso!” e em sua fala inicial Virgínia, que provavelmente estará em alguma mesa deste próximo ECEM, debate o que são direitos sociais, o que são direitos universais, como se dá a retirada desses direitos e o que é a crise do capitalismo.

Para mim, sem dúvidas, esta está entre as melhores palestras que já assisti emRevista Exame 29 - O Bilhonário da Saúde encontros nacionais da DENEM. Virgínia debate de uma forma bastante séria, mas também descontraída (já passavam das 22h da noite e segundo ela precisava nos manter acordados), porque num modelo de sociedade capitalista é preciso retirar direitos e nos deixar em condições cada vez mais precárias de trabalho. O faz porém de forma bastante leve, de fácil compreensão, e para isso ela parte do número 45 da revista EXAME, que traz o bilionário da saúde, Edson Godoy Bueno (dono da Amil), em sua capa.

A palestra é tão boa que resolvemos passá-la numa das reuniões de formação do CALIMED. Porém, tivemos uma dificuldade técnica: quando colocamos na caixa de som grande o som não ficou muito bom, o que dificultou a compreensão dos presentes. Resolvi então legendá-la, então verão que ela está legendada até a metade. (no meio do trabalho descobri que legendar não é uma tarefa tão fácil assim quanto eu imaginava…)

De qualquer forma, para assistir no computador em casa dá para assistir numa boa, mesmo sem legenda, então vá em frente! Vale à pena!

Para quem quiser assistir à mesa completa, da qual participaram também as professoras Maria Inês Bravo e Josineide Albuquerque, basta clicar aqui: XXIII COBREM – Mesa 2 – Saúde é um Direito Nosso!

Terminando este post, e fazendo o link com o final da palestra da Virgínia, sobre a crise no sistema capitalista, compartilho duas reportagens muito boas que li recentemente na Revista Caros Amigos, ambas do jornalista José Arbex Jr., tratando do momento de tensões que estamos assistindo (não na Rede Globo, claro), principalmente na Europa, norte da África e no Oriente Médio. A primeira trata do papel dos jovens em todas essas manifestações. A segunda traz diversos dados bastante alarmantes sobre a gravidade da atual crise mundial, que a mídia insiste em esconder, além de questionar quando e em que proporções a crise irá atingir o Brasil.

Para ler basta clicar nas imagens abaixo para ampliar. Boa leitura!

(Caso queira baixar as reportagens, basta clicar com o botão direito e clicar em salvar link como…)

Em Todo o Mundo Jovens Resistem à Barbárie

Em Todo o Mundo Jovens Resistem à Barbárie

A Tempestade se Avizinha (1)

A Tempestade se Avizinha (1)

A Tempestade se Avizinha (2)

A Tempestade se Avizinha (2)

30 junho 2011 ~ 0 Comments

Exames de rastreamento e o entendimento de saúde (!)

Apresento dois vídeos que abordam o conceito de saúde difundido na atual sociedade brasileira e no contexto mundial.

O primeiro é uma entrevista do Canal Saúde, da Fiocruz, com o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Gustavo Gusso, em que é analisada a utilização inadequada de exames de rastreamento por muitos profissionais de saúde. (Vídeo 1)

O uso excessivo e não recomendado de exames de rastreamento tem suas raízes na forma como os sistemas de saúde vem sendo organizados no mundo globalizado, em que a estrutura social vai progressivamente se adptando às exigencias mercantis.

Como exemplifica Gusso, para o setor privado na saúde, nas últimas décadas, tem sido bastante interessante a expansão da oferta de exames complementares e de rastreamento, o que nem sempre é interessante para o usuário.

A articulação midiática, assim como o lobby exercido pelo setor privado, contribui para a estruturação de um senso comum em que quanto mais exames mais saúde e que essa nada mais é que ausência de doença.

O escritor uruguaio Eduardo Galeano em seu “Ensayo del Miedo” propõe uma análise sobre como a estrutura social hoje contribui para gerar uma consciência em que saúde se coloca como a oposição da doença; que entende a vida como uma limitação intransponível, em que os limites historicamente colocados, são os limites que devem ser aceitos. (Vídeo 2)

Com o “Ensayo del miedo” e uma frase de Bertold Brecht finalizo a apresentação desses dois vídeos, que tem muito a contribuir para articulação de um movimento realemente transformador, porque…sim, precisamos.

E estamos aqui!

Saúde (!)

“Ensayo sobre el miedo”

“El hambre desayuna miedo.

El miedo al silencio aturde
las calles.

El miedo amenaza;

Si usted ama, tendrá sida.

Si respira,tendrá contaminación.

Si bebe, tendrá accidentes.

Si come, tendrá colesterol

Si habla, tendrá desempleo.

Si camina, tendrá violencia.

Si piensa, tendrá angustia.

Si duda, tendrá locura.

Si siente, tendrá soledad”

Eduardo Galeano


“Não aceites o que é de hábito como coisa natural, pois em

tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de

arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada,

nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de

mudar.”

Bertold Brecht

“Não aceites o que é de hábito como coisa natural, pois em
tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de
arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de
mudar.”
Bertold Brecht

Vídeo 1 (MFC – Exames Complementares)-> http://www.youtube.com/watch?v=EXBI6wEkApc

Vídeo 2 (Eduardo Galeano)-> http://www.youtube.com/watch?v=w8rOUoc_xKc

Assina: Rodrigo da Silveira Vasconcelos – CALIMED

Teste 2

28 junho 2011 ~ 0 Comments

Ata Reunião 28/6

Ata

CALIMED

DIA: 28 de junho

HORÁRIO DE INÍCIO: 12h30min

Quem anotou: Kahio

Quem coordenou: Mineiro

1-   INFORMES

O quê: Reunião Comissão Pedagógica

Quando: 28/6

Quem: Carlos (3ª), Mineiro

Encaminhamento: Reestruturação da 3ª e 4ª fase. Seminários de técnica operatória desnecessários. Alguns aspectos quanto a procedimentos de aulas práticas com animais, ser mais básico. Buscar modelos para fazer os procedimentos. Criar uma técnica operatória II para a 7ª fase, coisas mais específicas nessa fase (laparotomia exploratória, nefrectomia…)

Mudanças nas aulas de patologia. Linhas gerais: aumentar raciocínio clínico e diminuir cirúrgica. Nas próximas reuniões decidirá melhor, mas Prof. Jaime e Maninho conversarão com o Chefe do Dpto

2-   INFORMES

O quê: Logo do Erem

Quem: Renatinha

Encaminhamento: Fez à mão e pode trabalhar para estilizar em programa de fotos. Vai mandar arte pronta para Kahio e vão finalizar

3-   INFORMES

O quê: Congresso MFC

Quando: Feriado

Quem: Cherem, JP,Helo

Encaminhamento: Abordaram bastante excesso de prevenção (prevenção de Iatrogenias). Outras mesas: gestão, formação, clínico.

4-   INFORMES

O quê: Eleição de Representantes discentes do CUN

Quando: CEB dessa quinta-feira

Quem: Chapa 2 esteve presente

Encaminhamento: A eleição ocorre todos os anos, cada chapa com 10 pessoas e a votação ocorre por centro acadêmico no CEB dessa quinta-feira. A divisão é feita pela proporção

Propostas dessa Chapa: Democratização da informação

– Criação de fórum de representantes discentes (passagem da discussões pelos centros de ensino/debates etc); conselheiros dos centros

– Criação do Blog desse fórum; posicionamentos

5-   INFORMES

O quê: Internato

Quem: JP

Encaminhamento: JP falou com representantes da 10ª fase. Alice já falou com o Caio, enviou o questionário e ele vai responder. Milena da 9ª fase falou que pode se reunir agora. Próxima reunião discutir proposta que surgiu na MFC.

6-   INFORMES

O quê: EREM

Quem: Mineiro

Encaminhamento: Ele vai fazer o email lançando a proposta e marcando uma reunião para todos os lugares onde tentaremos patrocínio.

7-   INFORMES

O quê: ECEM – Transporte

Quem: Mineiro

Encaminhamento: Não conseguiu ir na segunda. Vai hoje de novo. JP vai amanhã e pode ser que consigam.

8-   INFORMES

O quê: Reunião sobre Homofobia

Quando: Agosto

Quem: Virá convidado do professor Moretti para tratar do assunto.

É um assunto bastante importante para discussão e todos devem participar!

9-   INFORMES

O quê: Discussão EREM

Quando: Sexta dia 08/7

Quem: Alice, JP, Mineiro, Kahio

Encaminhamento: Participar

10-Pautas Gerais: Aprovação do ressarcimento

O que: Alice mandou “O Pulso” para as escolas do Sul-1 (todas, exceto uma)

Encaminhamento: Ressarcir Alice 15 reais

Pauta Aprovada


28 junho 2011 ~ 0 Comments

Ata Reunião 21/6

Ata

CALIMED

DIA: 21/6

HORÁRIO DE INÍCIO: 12h30min

Quem anotou: Kahio

Quem coordenou: Renata

1-   INFORMES

O quê: Festa junina do DCE

Quando: 02/06

Quem: Renata, Alice

Encaminhamento: Ver se queremos participar ou não. Precisa de um caixa inicial para entrar.

Ver se vamos participar com outros centros da saúde.

Coordenador: Léo

Quem: Alice, Renatinha e Mineiro

2-   INFORMES

O quê: Reunião do CASA (CAs da Saúde) sobre a semana de acolhimento

Quando: Hoje às 17h

3-   INFORMES

O quê: Professor da UNESP falará sobre a homofobia

Quando: 01 à noite e 02 de manhã

4-   Pauta INTERNATO

O quê: Reunião do Colegiado

Quando: Quinta, dia 23

Quem: Representantes de fase reunidos com calimed

Encaminhamento: saiu uma proposta para redução de pediatria e ginecologia em meio trimestre (4,5) ao invés de 6 xmeses.

O que: Departamento de pediatria pareceu mais flexível, de cirurgia pediu pro maninho postergar a aprovação. Vai ser inserida medicina de família, decidiu-se isso. Não , não ir semanalmente para os postos de saúde, ia ser direto 3 meses, na décima fase. Decidir se vai perder HI ou não, trabalhar nas duvidas em agosto. Imersao 3 meses medicina de família vai acontecer, não se sabe prazo, mês nem nada, só se decidiu que vai ter.

Proposta de organizar um grupo do CALIMED para mapear o Internato Médico da UFSC atual; Estágio por Estágio. Assim, é garantida uma análise mais válida do que é possível mudar de acordo com o que é mais pedagógico.

Jp estruturou um documento em que consta questionamentos acerca dos estágios.

Colcoca-se a proposta de 4 pessoas se organizarem, uma para cada fase, para buscar os representantes de turma e elaborar uma análise.

Quem: João 10a, Alice 11a, Karine 9a, Mineiro 12a

Coordenador: João

Prazo: dia 12 de julho

5-   Pautas Gerais: Data do Saci

O que: SACI

Quando: 13 de setembro de 2011 (terça-feira)

6-   Pautas Gerais: ECEM

O que: Karine levou papeis; vai ser agilizado o transporte e ver se é possível ou não.

7-   Pautas Gerais: EREM

O que: espaço físico

Quem: João e Léo foram ver

Encaminhamento: Não conseguiram foram da UFSC.. O auditório da polícia não tem mais jeito. No CDS não conseguiram também (marcaram evento). Seria melhor fazer no fórum. Na reitoria daria muito trabalho, mas tem 180 lugares.

Alice e Lara falaram com um dos diretores do Aplicação e ele não deu certeza, mas parece que tem uma brecha para utilizar. Precisaria fechar o espaço, conseguir chuveiros. Tirando isso seria um espaço bom.

Quem coordenará a pauta? Mineiro

Auxilio: Léo vai ver no CDS de novo. JP vai tentar no Fórum de novo. Mineiro vai ver o CFH e o CDS.

8-   Pautas Gerais: EREM

O que: Logo para camisa e para a bolsa

Quando: Precisa mandar antes de terminar o semestre

Quem: Kahio e Renatinha

Encaminhamento: Fazer um modelo para organização e para as pessoas em geral. Pensar no logo no feriado. Pensar na arte para bolsa e camisa, que provavelmente vai conseguir. Caneta pela PRAE não consegue, no centro pode conseguir. Precisa ir semestre que vem com a arte pronta e com ofício. Caneca não tem como, mas pode conseguir a caneca do RU. Pedir passes do RU (só consegue subsidiando por 1,50).

Alimentação e hospedagem dos palestrantes: consegue!!! Tem que ir 10 dias antes com nome e RG do palestrante e levar indicações dos restaurantes e doo hotel. É só levar e eles dão. O ideal seria levar 1 mês antes.

Passagem (?).

Cracha e bloquinhos: consegue. Tem que pegar orçamento da imprensa.

Cherem verá tudo que dá para conseguir na imprensa.

Quem coordenará a pauta do logo? Renatinha

Auxilio: Kahio na questão de logo.

Mineiro propôs assinatura da revista Caros Amigos pelo CALIMED. Todos os presentes foram favoráveis a proposta.”

20 junho 2011 ~ 2 Comments

Algum descanso para os médicos residentes!

Após a queda da MP521, que tratava do reajuste da Bolsa dos Médicos Residentes, licença maternidade de 6 meses, licença paternidade de 8 dias, entre outros benefícios, e que expirou junto com a MP520 por falta de tempo para a votação no Senado, segue uma boa notícia para esta categoria de trabalhadores médicos em ensino.

MEC torna obrigatório descanso pós-plantão para residentes

Resolução publicada no “Diário Oficial da União” desta sexta-feira estabelece que os residentes de medicina devem cumprir descanso obrigatório após trabalharem em plantões noturnos

De acordo com o texto, da Comissão Nacional de Residência Médica, vinculada à Secretaria da Educação Superior do Ministério da Educação, o descanso obrigatório deve começar logo após a realização de plantão noturno de 12 horas.Condições de Trabalho

A resolução diz ainda que o descanso deve ser de seis horas consecutivas e proíbe o acúmulo de horas de descanso para serem gozadas depois.

A resolução considera o “desgaste físico e psíquico do médico residente” e as “evidências científicas que evidenciam o estresse sofrido” nos plantões.

Os programas que não cumprirem a resolução poderão sofrer penalidades que chegam até seu descredenciamento.

VEJA A ÍNTEGRA DA RESOLUÇÃO

RESOLUÇÃO CNRM Nº 4, DE 16 DE JUNHO DE 2011

Dispõe sobre o estabelecimento e condições de descanso obrigatório para o residente que tenha cumprido plantão noturno.

O presidente da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), no uso das atribuições que lhe conferem o decreto 80.281, de 05 de setembro de 1977, e a lei 6.932, de 07 de julho de 1981, e considerando o disposto no art. 5º da Lei nº 6.932, de 7 de julho de 1981, que se refere à carga horária semanal dos programas de residência médica, bem como a quantidade de horas semanais destinadas ao plantão;

Considerando o desgaste físico e psíquico do médico residente decorrente do treinamento em serviço desenvolvido em plantão;

Considerando as evidências científicas nacionais e internacionais que evidenciam o estresse sofrido pelos médicos residentes, durante o treinamento em serviço nos plantões e suas consequências, resolve:

Art. 1º: Estabelecer o descanso obrigatório para o residente que tenha cumprido plantão noturno.

§1º: O plantão noturno a que se refere o caput terá duração de, no mínimo, 12 (doze) horas.

§2º: O descanso obrigatório terá seu início imediatamente após o cumprimento do plantão noturno.

Art. 2º: O descanso obrigatório será de, invariavelmente, de 6 (seis) horas consecutivas, por plantão noturno.

Art. 3º: Não será permitido o acúmulo de horas de descanso para serem gozadas a posteriori.

LUIZ CLÁUDIO COSTA

Fonte: Folha

20 junho 2011 ~ 0 Comments

Cerca de 200 pessoas participam da Marcha da Liberdade na Beira-Mar Norte em Florianópolis

Movimento defende os direitos dos gays e das mulheres, além da legalização da maconha

A marcha da liberdade reuniu cerca de 200 participantes da tarde deste sábado em Florianópolis. A concentração para o movimento — que reúne a marcha das vagabundas, dos gays e da maconha — ocorreu por volta das 15h no Trapiche da avenida Beira-Mar Norte. Em seguida, os manifestantes caminharam pela pista no sentido centro – bairros até o Koxixos Bar, interrompendo o trânsito.

A Guarda Municipal e a Polícia Militar fizeram o acompanhamento do movimento, auxiliando na organização do tráfego de veículos. Segundo a PM, o protesto ocorreu de forma tranquila e pacífica.

As manifestações defenderam diversas causas sociais como o direitos das mulheres, a legalização da maconha, as diferentes opções sexuais, a proteção ao meio ambiente e até mesmo os que lutam pelo passe livre no transporte público. O nome Marcha das Vagabundas pretende questionar o uso negativo do termo, que estigmatiza as mulheres.

O evento foi organizado pelo Facebook e mais de 700 pessoas confirmaram a participação pela rede social.

— Tem que acabar com essa história de que mulher não pode nada. Mulher não pode usar roupa decotada, mulher não pode sair sozinha na rua depois das 22h. A mulher pode sim! Quem tem que ser punido é o estuprador — ressaltou Luísa Bonetti, uma das organizadores da marcha.

Durante a manifestação, o grupo teatral “Restanóis”, da Companhia Livre de Teatro, fez intervenções artísticas. As colegas Jéssica Faust, Nathalia Mazini, Mariele Mota e Liana Santos foram com as bocas tapadas por faixas.

— Representa a censura. Queremos denunciar essa falsa liberdade de expressão — disse Jéssica.

A marcha da Liberdade foi criada depois da repressão policial à Marcha da Maconha, em São Paulo. Já a das Vagabundas (SlutWalk) teve origem no Canadá, depois de que um policial afirmou, em uma palestra na Universidade de Toronto, que as mulheres deveriam evitar se vestir como prostitutas para não serem vítimas de estupro.

A declaração gerou revolta e protestos tomaram as ruas de diversas cidades do mundo como Chicago, Boston, Paris, São Paulo, Los Angeles, Cidade do México, Edinburgo, Estocolmo, Amsterdã, Copenhagen, Recife e Fortaleza. No sábado, a mesma manifestação foi feita em outras 40 cidades brasileiras.

Fonte: Diário Catarinense

Veja reportagem do jornal Brasil de Fato para poder entender melhor o movimento nacional da marcha da Liberdade, que aconteceu em 35 cidades brasileiras neste último sábado (18/06).